Muito se tem falado, nos últimos tempos, em relação à indexação Mobile-First, como o mais recente desenvolvimento da Google. Sempre no caminho de tornar a web um mundo mais mobile-friendly, baseado na tendência mobile crescente dos utilizadores, e defendendo o seu objectivo maior – melhorar a experiência do utilizador.

A revolução mobile não começou agora, mas, a cada ano, torna-se cada vez maior. Com uma dimensão tal que o tráfego mobile já está nos 52%, superior ao desktop. E a tendência é para que continue a aumentar – em 2021 as previsões indicam que irá atingir os 90%.

Nesta revolução mobile, a Google anuncia em 2016 o Mobile-First Indexing, em 2018 começa a sua implementação, com vista a tornar a web mais “Mobile-Friendly” e melhorar a experiência do utilizador. O mais importante é mesmo o foco na experiência do utilizador, adaptando o seu site para a pesquisa via dispositivos móveis. No fundo, tornando-o mobile friendly. Jayson DeMers, tem uma excelente definição do que a Google considera ser mobile friendly:

 

Google just cares that people will be able to load all pieces of content on your page, read the text without having to zoom or scroll, and interact with any buttons present.

 

O que é Indexação Mobile-First?

A versão mobile dos sites passa a ser o ponto de partida que define o que o Google inclui no seu índice, e a base para classificar a página web e apresentá-la nos resultados de pesquisa.

Preocupado? Não esteja. Neste artigo vamos dar-lhe a conhecer um conjunto de estratégias para se adaptar a este novo mundo “Mobile-First” e melhorar a sua otimização SEO em dispositivos móveis.

 

Que tipo de dicas poderá encontrar neste artigo?

 

Escolha a versão mobile do site

Um dos principais critérios é a própria arquitetura do site, pode estar preparado para este novo mundo “Mobile-First”, ou ainda com um grande trabalho pela frente.

 

URL´s Separados Vs Design Responsive vs Design Dinâmico

A versão URL’s separados foi criada porque, pelo menos era uma melhor solução do que tentar apresentar uma versão inteiramente desktop num dispositivo mobile. Também são bastante fáceis de criar e permitem assim ter algo rápido e com um custo controlado.

Infelizmente existe um rol de problemas associados a esta solução:

  • Precisa de gerir e otimizar ao mesmo tempo dois sites diferentes;
  • O redirecionamento pode tornar o tempo de carregamento do site mais lento;
  • A Google não gosta muito de redirecionamentos (implica mais trabalho da parte deles);
  • E, já tentou partilhar um link “m.site.pt” com alguém num desktop? Não é bonito! A experiência não é boa.

 

O que fazer se tiver versões URL´s separados?

Para que o Google as reconheça, não se esqueça de:

  • Adicionar tags rel = “alternate” e rel = “canonical” para indicar páginas correspondentes e evitar a duplicação de conteúdo;
  • Certifique-se de que todos os redirecionamentos estão em ordem, mas tente reduzi-los ao mínimo;
  • Se tem uma versão do site unicamente para mobile, e não planeia migrar para responsive, verifique se adicionou a versão mobile na Google Search Console.

 

Em resposta às limitações dos sites com URL´s separados surge o design responsive, com as seguintes vantagens:

  • Apenas um site para gerir e otimizar;
  • Tendo apenas um URL e um código HTML, não precisa de redirecionamentos;
  • As partilhas de link passam a funcionar de forma uniforme e proporcionando a mesma experiência ao utilizador, independentemente do tipo de dispositivo;
  • Neste momento é a versão recomendada pela Google, como a mais preparada para o mundo “Mobile-First”.

 

If you have a responsive site, then you are good to go for the Mobile-First index. That’s the good news. The bad news is that, if you don’t have a responsive site, then you are not good to go for the mobile first index.
Gary Illye

 

E se o site for com design dinâmico?

  • Tem a vantagem de permitir versões diferentes de HTML, com o mesmo URL, para mobile e desktop;
  • Mas implica um investimento, quer de recursos humanos quer financeiros, mais elevado que qualquer uma das outras soluções disponíveis;
  • Se a versão mobile é em Design Dinâmico não se esqueça:

Use Vary HTTP Header para detectar corretamente os dispositivos e informar o crawler qual a página a apresentar.

 

Se ficou preocupado e quer saber até que ponto um site é considerado pela Google “mobile-friendly”, teste-o agora com a ferramenta da Google.

 

Aumente a velocidade do site

Num estudo conduzido pela Google, onde foram analisados mais de 10.000 domínios web para mobile, usando dados gerados pelo Webpagetest.org, Google Analytics e DoubleClick, obtiveram-se, entre outras, as seguintes conclusões:

mobile first speed

Para assegurar que o seu site é rápido e relevante para otimização mobile, preparado para o mundo “Mobile-First” e que fornece uma boa experiência do utilizador, é fundamental:
  • Diagnosticar o desempenho, a velocidade de carregamento e experiência do utilizador;
  • Use a ferramenta “Test my Site, para saber qual o tempo de carregamento do seu site mobile, compará-lo com a concorrência e ainda ter sugestões de como melhorar.
  • Foque-se nos principais fatores que sobrecarregam o tempo de carregamento em mobile, para criar um plano de otimização:

As imagens/tamanho dos ficheiros/vídeos: um bom ponto de partida é optimizar e reduzir o tamanho das imagens para os ecrãs mobile, quanto menos bytes o browser tiver de descarregar, mais rápido poderá carregar o site.

Ordem de carregamento dos elementos: em vez de carregar todos os elementos juntos, é aconselhável dar prioridades aos recursos exibidos. Muitas solicitações de ficheiros pesados e de tecnologia de anúncios diminuem a velocidade de uma página e prejudicam a experiência do utilizador.

Solicitações ao servidor: quando o browser de um telemóvel faz uma solicitação ao servidor, é mais uma tarefa que a página deve realizar antes que o conteúdo de um site seja totalmente carregado. Cada página para mobile faz, em média, 214 solicitações de servidor, algumas das quais ocorrem simultaneamente, enquanto que outras podem ocorrer apenas uma após a outra. Isto representa 214 causas potenciais para retardar o carregamento de sites em mobile.

 

À medida que estudamos o tempo de resposta à pesquisa efetuada, percebemos que a velocidade em mobile tem um grande peso no envolvimento do utilizadorApesar de já ser um factor de classificação em pesquisas desktop, a partir de Julho de 2018, o Google passará a utilizar a velocidade da página para mobile como um novo algoritmo de classificação, o “Speed Update” especificamente projetado para pesquisas em mobile e para este novo mundo “Mobile-First”.

 

O que fazer para melhorar o desempenho e reduzir tempo de carregamento de sites mobile?

  •  Ter um CDN (Content Delivery Network) configurado corretamente

Aproveitar a cache de conteúdo global por meio de uma rede de distribuição de conteúdo (CDN) é uma ótima maneira de impulsionar os esforços de SEO. Basicamente, um CDN é uma rede de servidores espalhados por diferentes locais do mundo, que armazenam dinamicamente o conteúdo de um site. O CDN ajuda a fornecer conteúdo por meio de um servidor mais próximo de um cliente. Aconselhamos a leitura da lista dos melhores servidores CDN de 2018.

  • Utilizar páginas AMP (Accelerated Mobile Pages)

As páginas AMP são especialmente formatadas para permitir que os motores de pesquisa exibam o conteúdo com a máxima rapidez. Estima-se que os sites para mobile carreguem muito mais rapidamente com o uso de código Open Source AMP HTML e minimizem as suas bounce rates, reduzindo efetivamente os tempos de carregamento dos motores de pesquisa. Melhore as suas páginas AMP no Google.

  • Melhorar a estrutura do site, conteúdo e a experiência do utilizador para uma melhor indexação

Planear a hierarquia do site com lógica, equilibrando o número de categorias e subcategorias; utilizar palavras-chave pesquisáveis; adicionar links internos para permitir que cada página seja bem classificada no Google, aumentando assim o tráfego e as conversões; evitar categorias e tags redundantes, são algumas das técnicas que pode ter em consideração para melhorar a estrutura.

 

Não fique só pela primeira avaliação de velocidade, a optimização em termos de velocidade é um processo contínuo de melhoria. Teste em separado a versão mobile porque será essa a performance a ver tida em conta no mundo “Mobile-First”.

 

 

Adapte o conteúdo ao mobile

Sobre o conteúdo, o algoritmo de classificação do Google dá uma grande importância à qualidade do conteúdo. 

Que estratégias são fundamentais estabelecer num contexto “Mobile-First”?

  • Não Bloquear CSS, JavaScript nem imagens

São elementos críticos para ajudar o Google a entender se a versão que está a utilizar, é um site responsivo ou se se trata de uma solução diferente para mobile. Existem algumas razões pelas quais o Google precisa de processar este tipo de arquivos. A mais conhecida é o algoritmo mobile-friendly (compatibilidade com dispositivos móveis). O Google precisa de processar a página na sua totalidade, incluindo o JavaScript e CSS.

Porquê? Para garantir que a página é compatível com dispositivos móveis e para que seja possível aplicar, tanto a tag mobile-friendly nos resultados da pesquisa, como para impulsionar uma boa classificação para os resultados de pesquisa em dispositivos móveis.

 

Conheça a opinião de Matt Cutts (webmaster da Google):

 

Ou seja, se pretende ter uma boa classificação nos motores de pesquisa, desbloquear o JavaScript e o CSS é uma das mudanças de SEO que deverá ter em consideração.

  • Não usar o Flash

É possível que o plugin não esteja disponível para utilizadores mobile, a experiência não será a mesma que em desktop e não conseguirá ser visualizado em mobile. Como alternativa ao Flash e caso pretenda, efetivamente, usar efeitos especiais, poderá sempre utilizar o HTML5.

  • Ter em consideração o tipo de navegação

Quando falamos em optimização de conteúdo para mobile, por vezes é preciso irmos até ao mais ínfimo detalhe. Deveremos considerar, por exemplo, o “Design for the fat finger”. Ou seja, quantas vezes não nos aconteceu, estarmos a visitar uma determinada página e por termos um dispositivo touch screen, acabámos por clicar em botões acidentalmente? Ou porque são grandes demais ou pequenos demais ou porque estávamos pura e simplesmente a tentar fazer scroll down? Se existe navegação em touch screen, todos estes aspetos devem ser pensados em termos de usabilidade.

  • Implementar uma estrutura horizontal para mobile

De uma forma geral, os utilizadores de mobile usam o seu dispositivo para efetuarem ações rápidas. Uma arquitetura flat permite que se aceda à informação que procuramos com muito mais facilidade (em mobile, 2 a 3 clicks, idealmente) e traz-nos, obviamente a vantagem de permitir que os motores de pesquisa indexem com maior facilidade a informação do nosso site, resultando numa melhor experiência de utilizador.

  • Optimizar imagens

Comprimir as imagens. Existem uma série de aplicações e programas que pode utilizar tais como: Smushlt, Fireworks e Photoshop, por exemplo. Formate-as não apenas nas dimensões mínimas necessárias, como no formato mais adequado. (JPEG ou PNG?..). Use CSS Sprites (técnica para optimizar imagens que combina diversas imagens numa só, para diminuir o número de solicitações HTTP ao servidor).

 

Eliminar Pop-ups – Sim ou Não?

 

Porque é que é importante falarmos sobre Pop-ups?

Para efeitos de Marketing, os pop-ups revelam ter imenso potencial, sobretudo no que diz respeito a angariação de leads. Mas também neste aspecto tem havido novidades e, que terão impacto com início da indexação “Mobile-First”.

 

O que é que se altera com o novo algoritmo da Google para páginas mobile?

A Google considerou que alguns dos pop-ups estariam a oferecer uma experiência de utilizador mais intrusiva, nem sempre o conteúdo é imediatamente acessível, sendo que em mobile, os ecrãs são, em geral, menores. Também, verificou que a maioria dos utilizadores estariam a utilizar o botão “Voltar”, sempre que que se sentiam incomodados de alguma forma com algum pop-up.

 

No que diz respeito ao SEO, estes são os fatores que deveremos considerar como mais relevantes:

Tempo: Durante quanto tempo é que o pop-up é apresentado e em que momento é que aparece.

Conteúdo: Tipo de conteúdo, ou seja, se é sobre publicidade, marketing ou algo realmente essencial e necessário, como uma notificação sobre uma determinada lei, por exemplo.

Condições: Se está ou não ser utilizado targeting (caso não esteja, muito provavelmente o pop-up estará a ser apresentado a utilizadores que não procuram aquele tipo de informação, o que poderá causar alguma irritação na navegação).

Interatividade: Se o utilizador conseguirá fechá-lo ou não e com que facilidade.

Oportunidade de engagement: Que tipo de experiência de utilizador poderão oferecer com esta funcionalidade.

Todos os formatos Pop-ups serão penalizados?

Não. 

Existem formatos mobile que o Google considera intrusivos:

Formato de pop-up intrusivo segundo o Google

FORMATO 1 – Pop-up que cobre todo o conteúdo da página, seja quando logo após o acesso à página, seja durante a navegação.

FORMATO 2 – Neste formato, o utilizador é obrigado a visualizar o pop-up primeiro e só em segundo lugar, o conteúdo da página a que acedeu.

FORMATO 3 – Este pop-up cobre grande parte do ecrã e remete o conteúdo original para a “dobra” da página. É um pop-up “camuflado”, uma vez que não é apresentado, diretamente em cima do conteúdo.

 

Mas também existem formatos mobile que a Google considera aceitáveis:

Formato de pop-up não intrusivo, segundo o Google

FORMATO 4 – Pop-ups que sejam utilizados com a finalidade de apresentar alguma obrigação legal ou controlo de idade.

FORMATO 5 – Chats em páginas onde o conteúdo não é indexável publicamente, como o conteúdo privado, e-mail ou conteúdo atrás de uma paywall (conteúdo que é acedido mediante algum tipo de pagamento).

FORMATO 6 – Banners que ocupam apenas um pequeno espaço do ecrã e que são facilmente dispensáveis.

 

As páginas poderão continuar a utilizar pop-ups. No entanto, deverão ter em consideração esta atualização do motor de pesquisa, tendo sempre em conta a experiência do utilizador deverá ser uma prioridade.

 

 

Otimize a meta-data para mobile

A informação que apresenta nos motores de busca tem de ser a mais adequada ao dispositivo em que é apresentada.

Partilhamos consigo algumas dicas para que tenha a definição da meta-data otimizada para mobile:

  • As meta tags irão ser apresentadas em duas, às vezes até três linhas, pelo que é fundamental garantir que o título da sua página é visualmente apelativo e faz sentido nessas linhas;
  • Tenha em atenção os caracteres: 

Títulos: 78 caracteres (max);

Descrições: entre 110 e 120 (max);

  • Garanta que a descrição é relevante para o conteúdo da página e que inclui um call to action.

 

Apresente-se também na Pesquisa Local

As pesquisas são cada vez mais efetuadas via dispositivos móveis, por pessoas que tendencialmente procuram uma informação local (o GPS no telemóvel tornou a obtenção desta informação simples e fácil), imediata e diferente daquilo que os consumidores num computador procuram.

É assim, fácil perceber o porquê: se fizer uma pesquisa num pc, provavelmente não estará à procura de uma gratificação imediata. Embora importantes, essas pesquisas tendem mais a ser para planos futuros (que facilmente podem mudar). Pelo contrário, nos telemóveis, quem pesquisa por um negócio local, à partida estará à procura de algo para aquele momento. O que explica que o Google opte, cada vez mais, por apresentar resultados locais em primeiro.

 

Conheça algumas estatísticas desta tendência:

pesquisa_local_estatisticas

 

O SEO é uma ferramenta preciosa para a Pesquisa Local. Saiba o que pode fazer:

  • Escreva conteúdo orientado para o local: foque-se no que os seus clientes procuram, dê respostas rápidas, simples e fáceis a questões imediatas dos seus clientes;
  • Tire partido do Google My Business: muitas das informações locais que o Google obtém vêm daí. Por isso, preencha o máximo de informações: 

Tenha sempre o seu nome, morada, telefone e horários atualizados;

Inclua uma descrição completa e única do seu negócio com um link para o site;

Selecione a categoria correta do seu negócio;

Responda a críticas – Positivas, mas sobretudo negativas! Sugira soluções, se for o caso;

Faça o upload de imagens.

  • Recorra ao Schema.org: o Schema é uma forma de microdados que torna simples a compreensão, por parte dos motores de pesquisa, da informação contida no seu site. O Schema markup vai ajudar o seu website a obter melhores rankings para todo o tipo de conteúdos. Se o seu conteúdo for local, quando os consumidores procurarem por um negócio como o seu e na sua área geográfica, poderá dar uma ajuda preciosa a melhorar a sua posição no motor de busca;
  • Inclua a sua localização no Tittle Tag, Titulo da página, conteúdo, Alt Text das imagens
  • Inclua os seus dados: nome, morada e telefone no cabeçalho, rodapé, barra lateral ou em qualquer outro sítio do seu site que apareça em todas as páginas. A Google recorre à morada e número de telefone para determinar a relevância do seu site nas pesquisas locais.

 

 

Prepare-se para o domínio de pesquisa por voz

Em 2017, a Google já tinha anunciado que a sua plataforma “Actions on Google” seria ativada para todos os dispositivos Android nativamente. 

Permite não apenas reconhecimento de voz, mas compreensão de voz – pesquisa que responde a frases naturais ao interpretar o significado e o contexto por trás das palavras usadas

Porquê falar em pesquisa por voz no contexto “Mobile-First”?

A conveniência da pesquisa por voz manifesta-se assim associada ao mobile, há uma correlação clara entre o crescimento da pesquisa por voz e o crescimento contínuo do mobileNão é difícil de ver porquê. As pesquisas por voz são rápidas (conseguimos falar aproximadamente 150 palavras por minuto, em oposição à digitalização de 40 palavras por minuto), convenientes (mãos-livres) e confiáveis (o reconhecimento de voz tem ficado cada vez mais preciso). Quando se trata de consultas rápidas, que não devem levar mais que um minuto ou alguns segundos, o mais provável é que seja feito por voz.

 

O mesmo motivo, execução diferente

A pesquisa por voz permite o acesso à intenção inicial do utilizador, em oposição à pesquisa tradicional em que são digitadas 1-3 palavras, ficando apenas subentendido o verdadeiro motivo da pesquisa. Os utilizadores tendem, ainda, a transformar a sua consulta numa pergunta iniciando a sua pesquisa com quem, como, o que, onde, quando ou porquê.

 

Como otimizar SEO para pesquisa por voz?

  • Utilize trechos de texto em destaque: “Posição zero” é a nova “primeira página” para a pesquisa por voz. Estas respostas rápidas e fáceis estão a ser extraídas de trechos de texto em destaque diretamente de websites. Se identificou uma questão comum e relevante relacionada à oferta de serviços, coloque-a no título de forma clara, imediatamente seguido de uma resposta direta, concisa e valiosa.
  • Forneça contexto com dados estruturados: Familiarize-se com a introdução de dados estruturados, se ainda não estiver. Esse complemento HTML ajuda os mecanismos de pesquisa a entender o contexto do seu conteúdo, o que significa que também será mais relevante em consultas específicas feitas por meio da pesquisa por voz.
  • Construa o seu conteúdo em torno de perguntas: As palavras – quem, como, onde, o quê, quando, porquê – são fortemente associadas à pesquisa por voz. Para responder a essas questões, crie por exemplo uma página de perguntas frequentes e comece cada pergunta com esses advérbios. Em seguida, responda-os em tom de conversação para apelar à pesquisa por voz.

 

Os profissionais de marketing devem usar a pesquisa por voz, tanto quanto possível. Use a própria experiência para ter a ideia de como as consultas são estruturadas. E imite o sucesso. Estude os websites para os quais a Google aponta e, aprenda a estruturar o conteúdo de forma relevante e escrito em tom de conversa.

 

Passe a analisar os dados de mobile em separado

É importante que as empresas desenvolvam estratégias para “Mobile-First” e, separem os KPIs dos seus esforços de marketing para mobile.

Ter bem definidos quais os objetivos para mobile permitirá aferir quais os dados fundamentais a recolher.

  • Quem é o público da minha empresa em mobile e se está alinhado com o meu público-alvo? Como estou a obter visitas ao meu site em mobile? Qual é o fluxo de comportamento, a velocidade do site e a ação que os utilizadores de mobile geralmente realizam? Que conversões (se existirem) estão a acontecer?
  • Utilize o Google Analytics (ou outro software de análise) para verificar quais os dispositivos móveis mais utilizados pelos seus visitantes (iPhone, Samsung Galaxy, entre outros), servidor e resolução de ecrã. E utilize estas informações para criar sites/aplicações e experiências iOS e Android de maior sucesso.

 

Também, ao descobrir a jornada do utilizador em mobile, vai-lhe permitir:

analisar dados utilizador

 

Mas não se esqueça, no âmbito da análise dos dados dos utilizadores, que o seu site esteja a seguir as novas normas do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).

 

E como saber se um site já integrou a indexação “Mobile-First”?

Se quer saber quando é que um site vai ser indexado à luz do mundo “Mobile-First”, nada terá a ver com o volume de pesquisas por mobile que possa ter.

 

If your site and pages are technically ready for mobile-first indexing, i.e. the mobile and desktop pages are equivalent, then you are ready.

John Mueller

 

Como monitorizar a migração do seu site para o índice Mobile-First?

  • Confirme se recebeu alguma notificação na Google Search Console: John Muller afirmou que iria ser enviada, através da Google Search Console, uma notificação quando ocorresse a mudança de desktop-first índex para mobile-first índex, para cada website.
  • Analise o rastreamento de bots para detectar um aumento na atividade do Googlebot para smartphones: Esta é de longe, a forma mais fidedigna de confirmar se um website transitou para o novo índex. Pois, vai ver um aumento significativo da actividade do Googlebot na versão mobile, quando o website integrar o índice “mobile first”.

 

Como monitorizar a actividade Googlebot?

Reveja regularmente o log file do servidorEste ficheiro mantêm o registo de informação de todos os pedidos ao servidor de qualquer ficheiro do website. Seja uma página, código CSS ou uma imagem. Mas o mais importante, é que para além de informações como data e hora, também consegue saber qual o agente/Browser que fez o pedido.

Claramente indica a origem do pedido (texto destacado a amarelo)

código-log-file

Contudo, é uma tarefa que lhe vai ocupar muito tempo.

 

  • Avalie o desempenho da pesquisa e o tráfego de dispositivos móveis: Todos os dias a Google Search Console recolhe um conjunto de dados referentes à performance das páginas web. Esta informação permite-lhe analisar: clicks, impressões e CTR de páginas, palavras-chave e dispositivos.

google-search-console-actividade-mobile

Isto também lhe vai permitir identificar alterações, e se o site transitou para o índice “Mobile-First”.

 

 

Já lhe demos todas as dicas para melhorar o SEO do seu site mobile.

Verifique agora se o seu site cumpre estes requisitos e faça o Quiz!

 

Este artigo foi escrito no âmbito do módulo SEO-SEA do curso de Digital Marketing & Strategy da EDIT. – Disruptive Digital Education por:
Ana Luísa Borges
Ana Célia Outeiro
Cristina Soeiro
Helder Moreno Lopes
Susana Rocha

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